sábado, 31 de agosto de 2013

NOITE DE SETEMBRO

Eu embriago os corações
Com o perfume do vento das flores
Agora eu sou jardim; 
Jasmim, lírios, amélias...
Em mim também se escondem os pássaros 
Por entre os galhos das árvores
Que no meu solo procriam...
Eu sou tantas coisas
E tantas coisas eu deixo de ser 
Que talvez não me lembre outra vez
Dos versos que ontem falei, sozinha.

(Adriana Cruz)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Estrangulado Coração

Coração...
Pobre, porém feliz.
Corrompendo-se
Como uma lavoura
Deteriorada pelas pragas
A sua, era amar.
Amar substancialmente
Aquele tangível elemento.
Corpo mal desenhado.
Seria inócuo rastejar-se
Pelas ruas?
Pelos pesares de suas penas
De pequenas hastes?
“Devagar e sempre.”
“Dizem que nem todo mal é propagado.”
Poderá ainda em vida,
Esquecer a ferida que certa vez
Era-lhe amor?
(Adriana Cruz)


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Triste Lamento

Quando o vento sopra
o lamento voa
- de avião -
em meio aos escombros
de um céu cinzento.

O lamento nas mãos
de um suicida.

E morreu
Pelo amor que não lhe deram.

(Adriana Cruz)

domingo, 21 de julho de 2013

Ai que dor! Que amor!

Aqui o verso torto
mais torto que o pensar
de um triste morto
que passou a vida
mendigando amor!

(Adriana Cruz)